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 22/04/2015

Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica

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A Fundação SOS Mata Atlântica e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) divulgaram os novos dados do Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica, no período de 2012 a 2013.

O estudo aponta desmatamento de 23.948 hectares (ha), ou 239 Km², de remanescentes florestais nos 17 Estados da Mata Atlântica no período de 2012 a 2013, um aumento de 9% em relação ao período anterior de 2011 a 2012, que registrou 21.977 ha.
A taxa anual de desmatamento é a maior desde 2008, cujo registro foi de 34.313 ha. No período 2008 a 2010, a taxa média anual foi de 15.183 hectares. No levantamento de 2010 a 2011, ficou em 14.090 ha.
Nos últimos 28 anos, a Mata Atlântica perdeu 1.850.896 ha, ou 18.509 km² – o equivalente à área de 12 cidades de São Paulo. Atualmente, restam apenas 8,5% de remanescentes florestais acima de 100 ha. Somados todos os fragmentos de floresta nativa acima de 3 ha, restam 12,5% dos 1,3 milhões de km² originais.
Confira o total de desflorestamento na Mata Atlântica identificados pelo estudo em cada período (em hectares):

 

tabela 1

 

Abaixo, gráfico do histórico do desmatamento desde 1985:

 

gráfico 1

 

Segundo Flávio Jorge Ponzoni, do INPE, os avanços tecnológicos têm permitido mais precisão nos levantamentos. “Mas, em razão da cobertura de nuvens, que prejudicam a captação de imagens via satélite, foram avaliados 87% da área total do bioma Mata Atlântica”.

A tabela a seguir indica os desflorestamentos, em hectares, somente das florestas nativas (sem contar mangue e restinga), observados no período 2012-2013, com comparativo e variação em relação ao período anterior de 2011 a 2012:

 

tabela 2

 

O estado do Espírito Santo obteve um resultado positivo, contribuindo para a redução do desmatamento, e a maior parte desse decréscimo ocorreu devido a diversos projetos de conservação que impedem o desmatamento de novas áreas, como é o caso dos projetos desenvolvidos pelo IBRAMAR em Domingos Martins que trabalham com reflorestamento e reconversão de áreas degradadas.

Fonte: www.sosma.org.br


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